ADOLESCÊNCIA
Dezenove anos no rosto insone e gasto
Que ainda sorri primaveril em meio
A dor onde um saudoso sonho casto
Talvez me inflame e purifique o seio
Veio-me a adolescência e o amor me veio
Amei! Fui infeliz e agora pasto
A dor e a tristeza num campo cheio
Vendendo o espírito flácido e nefasto
E a angústia como que de açoite
Ou a doença que me dilacera
Me alugou e feriu na última noite
Vi ilusões... juras de amor
Senti-me morrendo num hospital
Sonhando amor num lamaçal
HTSR/005320031981
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