Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Esperança

JUVENTUDE

Brancura na alma
Olhos quase cegos
A que se soma
Um falar mais que vago

Ao longe, o horizonte em fuga...
Ao redor, a natureza – morta!
E, como a que nada preza,
Encontra-se a alma – incerta.

Aquém dos vales,
Só nebulosidade...
Além dos vales,
Também: nebulosidade...

Me sinto obscurecido,
Todo enuviado...
Só nuvens na paralisia

De meu desejo... de minha poesia...

Sob meus pés, gelo.
Em meu rosto, amarelo,
Um sorriso sem encanto,
Uma expressão abstrata.

A caneta, imóvel à mão,
Espera por qualquer ação.
Que seja um pensar reflexivo,
Um registro, em nada definitivo...

Escrevo versos indecisos em meu caderno,
Envolto em enlevos de abandono,
Débil das ternuras cetim
Almejadas num esperar sem fim...

E, ao riscar uma grafia trêmula,
Reflexo mudo de minha fala
Percebo que sem sonho,

No papel nada ponho

HTSR/009502121982

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