Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Rã e o Boi

JUVENTUDE

Numa ensolarada manhã,
A beira de uma lagoa
Estavam à toa
Um boi e uma rã

Num certo momento
A rã tem um intento
E põe-se a inchar
Para igual ao boi ficar

Estufa-se todinha...
- Impossível amiguinha.
Lhe corrige um inseto
Por certo mais esperto.

- Pois olhe melhor!
Não estou maior?
Disse a rã, tomando mais ar,

Continuando a inchar...

Aos conselhos ignorou
E inchou... inchou...
Até que... pou!
Simplesmente estourou!

O boi acabando de beber
Lança-lhe um ar filosofal,
Como que a dizer
De modo proverbial:

- Quem para cinco moedas nasce,
Ainda que muito se esforce,
Não chega a sete.

Quanto mais a vinte...

HTSR/009719121982

Nenhum comentário:

Postar um comentário