Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

domingo, 29 de novembro de 2009

O Tempo

JUVENTUDE

A magia do tempo fertiliza-me a memória
Adoça-me os aspectos
E ilumina-me o cérebro.

Retornar no tempo, como poderia?
Relembrar momentos...
Desaparecer como um espectro...

Revivo os ensejos de outrora,
Vitórias e fracassos
Que me construíram.

Aqueles momentos das horas
Que ficaram em minhas pegadas
Que há muito se apagaram...

Me envolvo na teia dos segundos,
A lentidão dos minutos me acolhem,
E eu somente sonho...


Escuto em meus ouvidos
Sons que não mais se ouvem,
Numa realidade que só eu suponho.

Revivo verdades e inverdades,
Fico de novo enamorado
E chego a soluçar!

Mas realidade é realidade,
Não vivo no passado,
No presente é meu lugar.

E ora triste, ora encantado,
Ou apenas espantado ou sorrindo,
Deixei meus longínquos dias...

No tempo que é passado...
No meu envelhecido...

Na poeira de qualquer magia...

HTSR/008127011982

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