Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

domingo, 29 de novembro de 2009

Rotina Científica

ADOLESCÊNCIA


Ave! Oh dia!...
Mais uma vez, frente a frente
Nos encontramos

Ave rotina!
Demos bom dia
Aos mesmos de sempre!

Bom dia cama!
Bom dia sapato!
Bom dia roupa!

Bom dia sol!
Bom dia céu!
Bom dia rua!

Enfadonho ciclo
Todas as madrugadas são madrugadas
Todas as auroras raiam no mesmo lugar

Bom dia gentes
Bom dia animais
Bom dia coisas

Tomaremos café
Depois iremos à faculdade
Depois voltaremos para casa

Ah... esta bolsa sempre cheia
Sempre tão pesadaSempre tão enorme

Aí vamos nós mais uma vez
Como outras, cheias de talvez
Imaginando coisas e desfazendo coisas

Bom dia escola
Bom dia Mestre
Bom dia colegas

Lá está o banco
Sempre frio, sempre duro
Sempre e sempre banco

Olá caneta
Olá caderno
Olá borracha

Tudo bem tesoura?
Tudo bem pinça?
Tudo bem agulha?

Como vai cadáver?
Vamos todos ao serviço
Mas um dia de retalhos.

Parece que ontem foi igual
Ah.... que sono!

Tchau pra todos!

HTSR/007815061981

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