Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

domingo, 29 de novembro de 2009

Sentindo e Interpretando

ADOLESCÊNCIA


Ah... tudo é símbolo e analogia!...
O vento que sopra,
A noite que esfria...

Tudo é forma sem forma!
Quem forma e não forma
É o sentir do pensamento.

A música só é música
Para quem gosta de música,
Se não é simples ruído.

A escultura só é escultura
Para quem é escultor no sentir,
Se não é mera figura...

Aa, tudo é símbolo e analogia,
Que invoca um ar de magia
Naqueles que sabem interpretar!...

O que é a borboleta
Se não uma borboleta?
Às vezes pode ser mais que borboleta.

O que é o vento,
Se não um vento?
Às vezes pode ser mais que vento.


A analogia é tão salutar
Que não é para se pensar.
Cansa sentir quando se pensa.

Ah, tudo é símbolo e analogia!
Um trovão que ressoa...
Uma ave que voa...

É tudo uma questão de sentir,
Pois não se deve pensar.
Não se deve meditar.

É isto somente:
Cansa sentir quando se pensa,

Cansa pensar quando não se sente.

HTSR/007915061981

Nenhum comentário:

Postar um comentário