Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

domingo, 29 de novembro de 2009

A Borboleta

JUVENTUDE


Entre o verde andava e nele se escondia
Boêmia nele comia e nele crescia
Feia e rastejante, odiada por uns
E desejada por outros, foi lutando

Buscou a vida em cada dia
Pelas plantas subia e descia
E não esperando bem algum
Aguardou que o tempo fosse passando

Chegou o dia em que parou
Lenta se enclausurou
Sonolenta repousou
E mais uma vez esperou

Muito foi o tempo que passou
Em seu casulo onde se isolou
Muito foi o perigo que enfrentou

Nas horas e minutos que aguardou

Chegou porém o momento almejado
E a espera foi recompensada
No que se transformou a lagarta
A todos deslumbrou

Fora do casulo abandonado
A larva era renascida
E à colorida mata
Mais cor acrescentou

Como borboleta vôo alçou
Elegante e bela se elevou
Alegre e sedutora
Dos olhos fez-se namorada

Um novo mundo lhe nasceu
Entre as flores que habitou
E como sinfonia dançante

Trouxe mais vida à vida

HTSR/008204021982

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