Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Estafa

JUVENTUDE

Que chatice é meu quarto de estudos
Passo horas e horas a contragosto
Estudando, estudando sem descanso
Esquecendo-me de poetar e de sonhar

Entre tantos, na estante abandonado
Empoeirado, lá está meu livro romântico
Jogado à sina do descaso
Por essa mania maldita de estudar

Chega de Patologia! Chega! Chega!
Vem tu, agora,
Vem cá querido livro
Vem aos meus sonhos acalentar

Enche meu coração de doce inspiração
Dá-me a liberdade nos livros perdida
A amada diáfana faz-me de novo encontrar

E em seu amor, ávido, deleitar-me

Ah, meu livro, alivia minha mente
Livra-me das enjoadas sabatinas
Mostra-lhes, em pessoa, o diabo
E a mim, cabelos e pupilas de mel

Meus queridos poemas empoeirados...
Nesta circunstância agravante
Quero novamente ressuscitar-vos
E meus devaneios satisfazer

Sílabas e versos apaixonados
Revivamos, sedentos, nossos desejos
Para, juntos, nesse frenesi

Saciarmo-nos na arte do sonhar

HTSR/008414051982

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