Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sem Título

JUVENTUDE

“In memorium” dos meus amores...

Certas estrelas coloridas
De coloridas que são
Inspiram-nos idéias desvairadas
Atormentando-nos a razão

De tão longe que brilham
Parecem que estão confundidas
E de tão longe que ficam
Difícil está vê-las separadas

Seus brilhos, ora fugazes, ora fortes
Misturam-se de instantes em instantes
No intermitente crepitar
Do seu inconstante luminar

Eternamente solitárias
Nas grandezas interplanetárias
Numa existência surdina
Aos nossos seres ilumina

E a emoção que ninguém ignora
Vem dominar, senhora
A voz sumida da alma

Que já não se encontra em calma

A cada piscar de uma estrela
Responde um palpitar do coração
Que extasiado pensa nela
Com uma idéia longe da razão

Idéia fora do tempo e dos espaços
Onde vivem homens e estrelas
Idéia d’um mundo de luzes e abraços
Livre de questões e seqüelas

Questões que repetem num eco coral
Serem as idéias um sonho de cristal
Que a um som mais forte entoado
Logo rompem-se de triste modo

E, entre os cristais quebrados,
O brilho das estrelas se reflete
Espalhando por diversos lados
Nossa felicidade de instante

Num instante de luz, apenas
Como no piscar das estrelas
Nossa felicidade existiu com elas

Acendendo-se e apagando-se, apenas...

HTSR/009024091982

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