Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sem Título

JUVENTUDE

Num minuto as ondas nascem e morrem,
Mas o pensamento pode eterniza-las.
Em momentos, as ilusões nos acodem,
Mas o viver pode dispersa-las.

Durante a existência é muito o que sonhamos
Mas ao final da jornada pouco é alcançado.
E quantas vezes grandemente nos enganamos,
Com aquilo que pensávamos ser, não sendo?

Áspera é a terra e árdua é a caminhada
Nela o tempo vai passando...
Os cenários vão mudando...
E outros sabores vai tomando a vida.

A cada porta que nos abrem,
Nova é a surpresa dada.
E com ela se esvaem
Nossas suposições desacreditadas.

Porém a infeliz teimosia nos persegue
E loucos, apegados em nosso conhecer,
Na incerteza, ainda que caro se pague,
Refugiamo-nos, sem saber o que fazer

Divagando, em trevas pisando,
O nosso passo incerto
Nos leva ao deserto
Dos pensamentos infundados.

Quando entoada uma voz amiga,
Mesquinhos adulteramos os sentimentos.
E ainda que fosse a mão de um anjo oculto,
Sem hesitar, lhe daríamos a resposta amarga.

A frivolidade das interpretações
Corrompe a nobreza dos sentimentos.
A má conotação dos fatos
Tornam torpes as emoções.

A cegueira de olhos velados
Dificultam as relações terrenas.
E, por vezes, corações magoados
Consomem-se em gangrenas...

Ah, o gosto da vitória teria melhor sabor
Se o esforço para alcança-la
Fosse dividido num sadio labor
Por aqueles que não querem perde-la

HTSR/008926061982

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