Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Manhã de Verão

JUVENTUDE

Com o Senhor dos Tempos
Por onde vagam as nuvens,
Eu, lírico sonhador,
Estou a vagar, também!

Manhã terna de fevereiro!
Acordo-me radiante
E a brisa fresca do dia
Aspiro alegremente!

A aurora já desponta!
Sol, natureza e sinos a tocar.
Gorjeios de pássaros em festa
Ondas desenrolando a planura do mar!

Que sol! Que céu azul!
Sinto-me um enamorado da vida.
Tristezas? Aonde?
Isso são coisas passadas!

Vide as fontes – que alvura!
Verdor quase de sonho...
De tanto júbilo
Nem sei onde me ponho.

Passado, presente e futuro
Agora são todos irmãos.
Conversam e saltitam
Num alegre dar de mãos.

Sinto-me forte, criador.
Percebo invenções.
Tenho doces delírios...

Fábulas de meus verões.

Sinto-me enamorado da vida!
Abraço como um filho à uma folha.
Em tudo ponho amor,
E em nada vejo falha.

Lembrei-me de entes queridos.
Lembrei-me de ti...
E de alegria
Lágrimas verti.

Meu coração ressoa tal um órgão,
Como se um Bach o tocasse.
Meus dissabores se dissolvem,
Como a mágica de um passe

Sinto-me feliz!
Tua memória me habita.
Foge-me a dor
E a esperança me visita!

Fábulas de verão!
Que queridas ficções,
Fortalecem-me o amar
Em suas doces invenções.

Lembro-me de ti...
Como que encantada,
Habitas cada flor
Desta manhã ensolarada!

És como a vida.
Ainda que não te veja
Percebo-te em sentimento

E meu pensamento então viceja!

HTSR/010102021983

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