Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Sem Título

JUVENTUDE

Ah... quão tormentosas, minhas noites de verão.
O calor me inflama os sonhos e pesadelos,
Aquece-me o que de dia me é reprimido
E transporta-me a fantasias mil!

Meu pálido romantismo dá-me sua unção
E deixo-me transportar a outros paralelos
Sem olhar para frente e esquecido do tempo ido
Transcendente em terras e mares de azul anil

As brisas celestes, suaves me acariciam o peito
E a beijar-me o coração, está o amor duma mulher
Excito-me então na loucura dum amor endoidecido
Sonhando com mãos e rosto de ternura

À sina doida dum amor infinito
Revivo devaneios que quis um dia ter
Enamorando-me cego, doido, alucinado
Por aquela que a minha alma conquistara.

E que beijos de amor me reacenderam!
Que hálitos doces e enfeitiçados!
Carícias de mãos lisas e suaves
Encheram meu corpo de ardor.

Vi mundos de ilusão que passaram
Senti-me um ente encantado
E voei tão alto quanto ave
Nas cismas encantadas do langor


Sonhava morrer em teus joelhos
Sob um sol oriental de púrpura
Tanto era o amor que abraçava
Tanto era o júbilo que sentia

Previ o futuro em mágicos espelhos
Aqueles dois lábios de ventura
Nunca seriam separados, pensava
Num gozo que me todo possuía

Junto as pomas que tremiam
Meu peito em êxtase desmaiou
Afoguei-me em cabelos de seda
Ressuscitando num colo efervescente

Seus seios loucamente suspiravam
Num prazer que forte se insinuou
Em seu corpo de doçura lânguida
Em seus olhos de brilho incandescente

Foi-me, de todas, a noite mais linda.
Corpos tão amantes suando
Formas nuas no leito resvalando
Envoltos em balsâmicos delírios

Para sempre guardarei em morte ou vida
A imagem de suas pálpebras fechando
A cor de seus lábios abrindo

E a candura alva de seus seios.

HTSR/010218021983

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