Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Tu

JUVENTUDE

Alma querida! Em ti palpita e canta
A vida nos seus múltiplos rumores,
Qual alegre colorir de flores
Num mistério que te encanta!

Alma querida! Em ti existe música.
A música linda dum Serafim
Que com a paz tão afim
Ao fundo do coração nos toca!

Ao levantar de tuas pálpebras
Se dissipam todas as sombras,
E um rubor nos sobe às têmporas
À visão de tuas pupilas escuras!

Querida alma juvenil,
Lânguida, como vibração perdida,
Habitas o verso infantil
De nossa poesia desafinada.


Tu é quem tem a melodia
Que enche de harmonia
As palavras soltas, deslocadas,
De nossas rimas inacabadas...

O balbuciar de teus lábios
Por nós é percebido
Como suaves assobios
De pássaros em folguedo...

Apodera-se de nosso ser
Uma vibração musical,
Que sem perceber
O torna mais jovial.

E a natureza, ao ouvir-te, se aquieta.
Um espírito de doçura em tudo impera.
E no verde de cada planta

Desponta o sorrir da primavera!

HTSR/009929011983

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