JUVENTUDE
Neste risonho lar
Existe algo ainda mais risonho
Algo que, como um sonho,
Nos leva a poetar...
Um ser dançante,
De formas saltitantes,
E de um sorriso faceiro,
Que cativa-nos por inteiro.
Neste risonho lar,
Existe alguém que nos faz cantar.
Alguém que com sua alegria meiga
Docemente a nossa alma afaga!
E por causa do seu ser querido
Brincamos de ser poetas,
Escrevendo linhas tortas,
Esquecendo-nos de nosso enfado.
Numa música de Corelli
Não és mais do que uma brisa ali
Os mais leves tons sublinhas,
Como o sorriso audível das folhas...
Teus cabelos brilhantes
Fazem-nos lembrar de noites evaporantes,
De manhãs alegres, perfumadas,
E de tardes mui douradas!...
E assim, fazes risonho este lar.
E tudo aqui fica a gargalhar,
Ainda que inverne forte.
Ou faça calor mui quente.
Teu ser é de sutilezas,
Dando-te que floresças
E que reverdeças
Na mais fina agudeza.
Chegando as primaveras
Eis que te enfloras.
Chegando o inverno, permaneces quente,
Alegre e rejuvenescente...
Marise é teu nome
Onde a tristeza nos some
Onde numa alma luzidia
Reluz uma festividade fugidia.
HTSR/010001021983
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