Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Marise

JUVENTUDE

Neste risonho lar
Existe algo ainda mais risonho
Algo que, como um sonho,
Nos leva a poetar...

Um ser dançante,
De formas saltitantes,
E de um sorriso faceiro,
Que cativa-nos por inteiro.

Neste risonho lar,
Existe alguém que nos faz cantar.
Alguém que com sua alegria meiga
Docemente a nossa alma afaga!

E por causa do seu ser querido
Brincamos de ser poetas,
Escrevendo linhas tortas,
Esquecendo-nos de nosso enfado.

Numa música de Corelli
Não és mais do que uma brisa ali
Os mais leves tons sublinhas,
Como o sorriso audível das folhas...


Teus cabelos brilhantes
Fazem-nos lembrar de noites evaporantes,
De manhãs alegres, perfumadas,
E de tardes mui douradas!...

E assim, fazes risonho este lar.
E tudo aqui fica a gargalhar,
Ainda que inverne forte.
Ou faça calor mui quente.

Teu ser é de sutilezas,
Dando-te que floresças
E que reverdeças
Na mais fina agudeza.

Chegando as primaveras
Eis que te enfloras.
Chegando o inverno, permaneces quente,
Alegre e rejuvenescente...

Marise é teu nome
Onde a tristeza nos some
Onde numa alma luzidia

Reluz uma festividade fugidia.

HTSR/010001021983

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