Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

À Um Mês Atrás

JUVENTUDE

À minha memória de hoje
Uma querida lembrança acudiu
E meu coração muito estremeceu
Na emoção que, então, sentiu

Sonhou a alma já feliz
Com a tua doce imagem
Com o que tudo começou
Numa saudosa miragem

Minha alma vazia de amor
Começara a desmaiar no peito meu
Para enche-la de amor, tu bem sabias,
Bastava-me um beijo teu.

Ah... e isso aconteceu!
Foi naquela linda quarta feira
Quando leram amor em meus olhos
Na ventura que sempre sonhara

E que lembranças felizes hoje tive!
Começaram no barro duma estradinha
Entre suaves flores coloridas

Repletas de belas borboletinhas

Beijei-te no seio da natureza
Ao som da música aguada
Que o riacho libertava
Naquela pureza encantada

Sonhei com mil e uma quarta feiras
Todas lindas, começando com dia dois.
Todas românticas, inesquecíveis...
Importantes somente para nós dois.

À um mês atrás tudo começou
Quando meu berço tu encontrou
E recolhendo meu coração abandonado
Tu, lânguida, docemente o embalaste.

Me lembrarei sempre de ti e dela:
De ti, tão doce e amada.
E dela, a quarta feira histórica,
Que me tornou feliz a vida.


HTSR/010302031983

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