Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Adeus ao Sentimento

ADOLESCÊNCIA

Estou triste de ser carinhoso
Estou cansado de ser sentimental
É tudo tão igual
Que sou tomado ao acaso

Quero perder meu sentimento
Não quero mais ser amoroso
Me é fonte de desgosto
Me deixando menos vigoroso

Tenho vergonha de mim
De ser tão tolo assim
Por tanto gostar
Por tanto amar


Tenho muitos remorsos
Por ter vivido
Por ter iludido
Foi tudo falso

Vivi em vão
Me iludi debalde
Só ouvi o som do não
Na busca da felicidade

Adeus amor
Adeus gostar
É muita dor

Vou me sepultar.

HTSR/006916051981

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