Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O Poção

ADOLESCÊNCIA

Hoje fiz um passeio mui lindo
E sonhei com sonhos mui lindos
Fiquei romântico outra vez
E esqueci-me do meu talvez...

Comecei numa estradinha de barro
Onde passa muito pouco carro
Dei uma de caminhante
E fui a pé bem contente

Vi flores vermelhas, azuis e rosas
E borboletas de coloridas asas
Ouvi cigarras cantantes
E vi libélulas dançantes

Vi árvores copadas
E palmeiras bem altas
Ouvi a música aguada

Que o riacho libera

Então, como o vento da floresta
Minha emoção não teve fim
E, assim, todo em festa
Sorri de novo para mim

Toda árvore era um movimento
Toda flor era uma alegria
Meditei sem ter pensamento
E criei mil fantasias

Como que imitando um Beethoven
Ou um Mozart
Ou, ainda, um Chopin
Tentei cantar toda essa arte.

Nestes singelos versos
Coisa de romântico indolente
Que escreve versos e versos

Sem saber o que tem em mente

HTSR/005802051981

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