Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Fim de Dia

ADOLESCÊNCIA

Começa-se ir o dia
A noite vem chegando
E vem chegando
E vai-se indo mais um dia

O céu azul começa
Adquirir a negrura
Da sua noite escura
Onde toda clareza cessa

E a triste vermelhidão
De um céu azul-cinzento
Vai-se perdendo na escuridão
De um céu cada vez mais preto

Trocaram de lugar
Sem qualquer intento
Um frio sem vento
Uma brisa sem mar


E como que doente
Emerge vagamente
No fim do céu
Uma lua que amarelou

As estrelas, tão longe,
Nem sequer nos iluminam
Ficam lá: tão longe
Apenas brilhando em vão

O céu de luto
Tão preto em seu véu
Me parece mais preto
Preto como o breu

Vai-se mais um dia
Com a escuridão sua graça esvazia
E o ar na noite vazia

Dorme esperando o novo dia

HTSR/006208051981

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