ADOLESCÊNCIA
Poucas vezes te vi tocar
Mas teu tocar é um inflamar
De cores cintilantes
De motivos verdejantes
Riquezas que despertam inveja!
Ainda que não se veja
Prata ou ouro de esplendor,
Mas sim sons de amor...
Minha poesia ingênua
É de simplicidade nua
Comparada a teus trinados
Não passa de leve folguedo
Quando, suave tocas
Tuas mínimas e colcheias
Tudo se reduz a essências
Como num sonho de fadas
Teu espírito habita a imensidade
Uma ânsia sutil de liberdade
Agita as formas fugitivas
De tua criação festiva
Só te conheço em parte
Se te escrevo poesia
É porque teu ser dançante
Transporta-me à alegria
Numa graciosa melodia
Toda a tua alma se esconde
Reminiscências do aonde
Inspiram-me a nostalgia
Quisera poder musicá-la
O alegro, o adágio, o andante...
Nela seriam brilhantes
Em tons de sol, mi, lá..
E este quê de poema
Com arpejos e comas
Tornar-se-ia digno de Mozart
Símbolo de verdadeira arte.
HTSR/005028021981
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