Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

À Flautista

ADOLESCÊNCIA

Poucas vezes te vi tocar
Mas teu tocar é um inflamar
De cores cintilantes
De motivos verdejantes

Riquezas que despertam inveja!
Ainda que não se veja
Prata ou ouro de esplendor,
Mas sim sons de amor...

Minha poesia ingênua
É de simplicidade nua
Comparada a teus trinados
Não passa de leve folguedo

Quando, suave tocas
Tuas mínimas e colcheias
Tudo se reduz a essências
Como num sonho de fadas

Teu espírito habita a imensidade
Uma ânsia sutil de liberdade
Agita as formas fugitivas
De tua criação festiva


Só te conheço em parte
Se te escrevo poesia
É porque teu ser dançante
Transporta-me à alegria

Numa graciosa melodia
Toda a tua alma se esconde
Reminiscências do aonde
Inspiram-me a nostalgia

Quisera poder musicá-la
O alegro, o adágio, o andante...
Nela seriam brilhantes
Em tons de sol, mi, lá..

E este quê de poema
Com arpejos e comas
Tornar-se-ia digno de Mozart

Símbolo de verdadeira arte.

HTSR/005028021981

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