Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Em Memória de Bach

ADOLESCÊNCIA

Ouço a Tocata e Fuga em Ré Menor
Que coisa linda! Que obra de esplendor!
São profundos os seus motivos,
São tão doces tão altivos!...

Os acordes difundem-se pelo ar
E o órgão parece-me transportar
À mil setecentos e vinte e sete
Época da verdadeira arte

Imagino-me em Leipzig, todo importante
Não existe coisa mais imponente
Viver o Barroco de Bach
E seus belos sons escutar


Tocata: um trecho de bravura
Em Bach prima por independência
Como dignifica minha paciência
E deixa minh’alma mais pura

A fuga com seu maravilhoso sujeito
E seu belo contra-sujeito
Toda escrita em Dórico
É algo magnífico

E eu escutando Bach
Fico a me deslumbrar
Com seu som to pleno

Com seu toque sobre-humano

HTSR/006108051981

Nenhum comentário:

Postar um comentário