Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

sábado, 19 de setembro de 2009

Saudando a Morte

ADOLECÊNCIA

Queria agora estar morto
E o espaço etéreo habitar
Queria solto ao vento
Livremente vagar

Como queria estar
Morto, bem morto
E feliz gozar
Da morte seus encantos

Quando eu novamente morrer,
Batam muitas latas!
Que bom vai ser!

Aproveitem bem a festa!

Minha morte será um dia de alegria
Estará encerrada a torpe alegoria
Chamem acrobatas com suas piruetas
Chamem palhaços com suas caretas

Soltem balões
E diversos foguetões!
Muita gente convidem
Riam, brinquem e cantem

Que saudades da morte
No dia que a encontrar
Quero festa de alegrar

Pois me foi um dia de sorte.

HTSR/006816051981

Nenhum comentário:

Postar um comentário