Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Fulano

ADOLESCÊNCIA


Eu me chamo fulano
Sim: Fulano
É este meu nome

Sou o Fulano
Que nasceu de ninguém
Que não tem ninguém

Sim, eu sou o Fulano
Vítima de um engano
Vítima de um acaso

Sim, sou fulano
Fulano eu hei de ser
Fulano eu hei de morrer

Ninguém quis saber de mim
Porque não estou em mim
Vivo como um ninguém

Sou fulano
Mero Fulano
Fulano eu hei de morrer


HTSR/006411051981

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