ADOLESCÊNCIA
Cá estou, mais uma vez,
A ouvir um tique-taque
De horrível sotaque
Dum relógio reles
Sonhando tolo, indolente
Com a infante verdade
Com a senil inverdade
E com a ventura inconstante
Ouvindo estes tique-taques
E imaginando tanta sutileza
Sinto-me como se fosse ter um ataque
E ser transformado em brasa.
Antes fosse assim
Talvez sendo mais diáfano
Viveria menos em engano
E não me veria tão perto do fim
HTSR/007218051981
Nenhum comentário:
Postar um comentário