Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Flôr

ADOLESCÊNCIA

Toda vez que venho a este jardim
Vejo-te, belo jasmim...
Mais do que bela flor
És o retrato do amor

Tu querida flor
Mais uma vez sorriste para mim
Que bom querida jasmim
Fonte do meu calor

Neste inconstante jardim
Gostava mais d’outra flor
Que não tu jasmim

Mas ela murchou, mudou de cor

Dizem que plantas sentem
Eu sinto também
Vai ver que a outra flor não sente
Ou então não me entende

Pois muito me feriu
Quando não mais riu pra mim
Ela simplesmente se esvaiu
Se foi, minha querida jasmim

Mas tu pareces viçosa
Que bom que sejas assim
Pois só não quero farsa

Minha querida jasmim...

HTSR/007531 de Maio de 1981

Nenhum comentário:

Postar um comentário