Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Minha Alegria

ADOLESCÊNCIA

Um dia andei contigo
Entre ramos de trigo
Como que prenunciando prosperidade
Como que prenunciando juventude

Sim, contigo andei
E contigo amei
Sorridentes e tal
Num passeio ideal

As melhores paisagens contigo eu vi
E os melhores momentos contigo vivi
Sonhei que era teu
E não me senti mais Prometeu

Numa volúpia de ouro
Atiramo-nos um no outro
Esquecendo-nos da dor
Nos fundindo no amor


E tu, como que borboleta
E eu como que bêbado
Fui sonhando
E tu fazendo festa

Virei poeta
Virei artista
Sonhei com a felicidade
Esqueci-me da fatalidade

Senti-me como flor
E zombei até da dor
Fiz para minha vida
Uma canção querida

Mas um dia foste embora
Senti-me de novo no agora
E as coisas belas de outrora

Passaram que nem hora

HTSR/005611041981

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