Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Alucinado

ADOLESCÊNCIA

Que varonil encanto
O corpo estremece em desejo
Mas onde está o objeto
Fonte de teu anseio?

Ente desconexo
Como podes gostar
Sem qualquer nexo
Do não amar?

Não amas nada
Não queres nada
Sómente o vazio profundo

Do vácuo infindo!

Para que Ter
Se não podes amar?
Para que querer
Se não podes gozar?

Acaso tens tino breve?
Ou teu corpo é infantil?
Sedução, eis o que houve.
És tolo e débil!

O mundo é parvo
Não há de compreender
Teu triste estorvo

Pois nada há para haver.

HTSR/001226071980

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