ADOLESCÊNCIA
Que varonil encanto
O corpo estremece em desejo
Mas onde está o objeto
Fonte de teu anseio?
Ente desconexo
Como podes gostar
Sem qualquer nexo
Do não amar?
Não amas nada
Não queres nada
Sómente o vazio profundo
Do vácuo infindo!
Para que Ter
Se não podes amar?
Para que querer
Se não podes gozar?
Acaso tens tino breve?
Ou teu corpo é infantil?
Sedução, eis o que houve.
És tolo e débil!
O mundo é parvo
Não há de compreender
Teu triste estorvo
Pois nada há para haver.
HTSR/001226071980
Nenhum comentário:
Postar um comentário