Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Ambivalência

ADOLESCÊNCIA

Querer? Não há Querer.
Só há o Ter,
Mas sem obter!

Amar? Não há o amar.
Só há gostar
No não odiar.

Querer para quê?
Amar para quê?
Se não há O quê?

Para que desejar?
Se não há prazer?
Para que gozar

Quando inexiste o fazer?

Não há volúpia.
Não há agrado.
Tem é dor que expia.
Sim, encanto malogrado...

Do não querer,
Do não fazer,
Há o invejar,

Peçonha do amar...

HTSR/001126071980

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