Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Escrevendo em Vão

ADOLESCÊNCIA

"Das glücklichste Wort es wird verhöhnt,
Wenn der Hörer ein Schiefohr ist."

Goethe


Minha poesia ingênua
É leve, ondulante e fina
De simplicidade nua
Misto de garça e de menina

Escrevo versos
Tão bobos e tão falsos
Às vezes assim como eu
Por vagarem ao léu

Palavras d’um improviso
Riscos d’um braço indeciso
Atrás do que seduz
Sem guia e sem luz

Gotas de modernismo…
Às vezes de romantismo…
São como um nada
Despertando risada

A vida é assim mesmo
Desprovida de êsmo
Cheia de esperanças
Completadas por farsas

Displicente, trêmula e leve
Descrente minha mão escreve
Coisas que passam

E nem tocam

Invade-me a tristeza indefinida
De coisas quase esquecidas
E no coração sombrio
Sobra-me só o vazio

Assim, escrevo sem amor
E sem filosofias
Meras poesias
Sem vontade e sem ardor

Então, sem manhãs
Falo de coisas vãs
Às vezes em solfejo
Às vezes em arrojo

Fria no meu escrever
Uma lágrima desce
Do meu querer
Que já desaparece

Num mar de não coisas
Cantadas em poesias
De sílabas pendentes

Que se apagam lentamente

HTSR/003509101980

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