Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Porque te Escrevo

ADOLESCÊNCIA

Se te escrevo tanto
É porque ainda te tenho apreço
Nada ganho e nada alcanço
Mas exercito o pensamento

O escrever é como o cantar
Quanto mais se canta
Melhor fica o entoar
Exercitando-se a garganta

Escrevendo eleveo o meu pensar
Ainda que não percebas
E cxonsideres minhas linhas bobas
Tão pouco quanto meu falar

Sou o pálido poeta das flores
Que canta a beleza das dores
Fazendo-me de idiota
À quem pouco importa

Como que jogando folhas ao vento
Sei que as letras do meu encanto
São lidas como que pelo rio
Disso me divirto e até sorrio

Ainda que desfolhasse a matéria impura
Ela não ficaria mais pura
Pois já o é em matéria

E assim para sempre ficaria

Foi por ti, num sonho de ventura
Que a flor da alegria consumi
E com ela me sumi
Numa imagem de candura

A tise ergueram meus tristes versos
Reflexos sem calor de um sol intenso
Sonhei tanto de amor
Que não vi na vida o louvor

Cantando rios e flores
Envolvo-me em meus amores
Vejo que não sou insensível
Mas não vejo meu amor invisível

Se eu o pudesse ver
Não amaria a atraente borboleta
Tão imatura em seu ser
E diria a tudo um basta

Quizera dessa colorida comédia
Tirar linhas de proveito
Mas dia a dia
Me vai acabando o intento

Se te escrevo tanto
É porque não sei o que canto
Vou escrevendo e cantando

Enquanto estou amando

HTSR/003611101980

Nenhum comentário:

Postar um comentário