Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Chave

ADOLESCÊNCIA

A chave na porta
Lá tão rotineira está
O que me importa
A chave na porta

Seu chaveiro oscila levemente
Braços cruzados, sem nada querer
Observo-o como que dormente
Saberei da vida o querer?

A chave lá está
Tão muda, tão quieta
Não tem vida, nem ação
Só funciona por torção!

Fico a imaginar o abrir e fechar...
Se tudo abrisse e fechasse
E eu pudesse olhar
Talvez não sonhasse

Mas de tanto ver a chave
Começo a dormir suave
Sonho com corações
E suas chaves de torções...

Vejo-os chorosos
Vejo-os melindrosos
Sempre a pulsar

A bater sem parar

Mas lá está a chave
Cada um tem a sua
Para que serve
Ter o coração fechadura?

O coração deve ser aberto!
Acaso é ele objeto?
Se o que sinto é vão
Por que me dói o coração?

Não tenho falta de amor
Mas teria outro sabor
Se pudesse encontrar aberta
A fonte que aquece a vida!

O que choro é diferente
Vem da dor de leis fatais
Que regem pedras e gentes
De instintos reais

Quem desta alma fechada
Tão sublime nos liberta?
O coração da amada?

Cadê , então, a porta aberta?

HTSR /003125091980

Nenhum comentário:

Postar um comentário