Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vácuo

ADOLESCÊNCIA

Sofrer? Para que sofrer?
Só há razão no sofrer
Quando na existência há prazer
Senão, para que viver?

Existir para sofrer?
Não me vale o padecer
No meu não querer
Mais me importa morrer

Não mais vou tolerar
A dor no meu amar
Pois na grave doçura
Confunde-se vil loucura

Alegria hoje passada
Ventura nunca alcançada
Para se Ter

Preciso é não ter

Do meu querer supremo
No coração a pungir
Foi aflição surgir
Em seu cruel sadismo

O drácula do sentimento
A minha alma extirpa
Em vivo intento
Mas não estampa

No vazio infindo
Em dormente mentira
Ao têrmo procura
Meu ente alienado

Desejaria ilusão
A preencher meu sofrer
Porém não existe ilusão

Na ausência do bem querer

HTSR/001026071980

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