Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Uma Poesia Realista do Natal

ADOLESCÊNCIA

Aproxima-se o Natal
E nos dias que o qntecedem
Será tudo tão igual
A anos atrás, idem.

Propagandas de anjos loiros
Como se o mundo inteiro fosse loiro
Motivos coloridos de brancura
Como se pureza fosse sinônimo de alvura

Cultura de sonhos fugidios
Alegrias de sentidos dúbios
Num tudo tão igual
Num tudo sem Natal

Burocratas emprestam-se de sorrisos
Nos chovem tempestades de avisos
Compre aqui, ali, acolá.
Hoje, agora, já

O que era difícil ficou fácil
O que era fácil ficou difícil
E o abuso desmedidoVira obra de encanto


Publicidade de alegria bastarda
Riem todos de bobeira dada
Autômatos indo as lojas
E de lá voltando em farpas

Milagrosos carrosséis
Enfeitinhos de papéis
Em feira de fantasia
Tornam doce a barbaria

Religiosos bem falantes
Com formalidade enojante
Cumprem rituais que convém
Para levar a demagogia além

São todos tão iguais
São todos tão banais
O que é para o ano inteiro
Fazem agora rasteiro

Natal! Manchete de sensação!
Transmitida a todo o mundo
Famoso dia de fundo

Que acende uma revolução

HTSR/004714121980

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