Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

domingo, 30 de agosto de 2009

O Maestro

ADOLESCÊNCIA

O espetáculo vai começar
O público respira em suspense
Há um clima de espera no ar
Há em que nada se pense

Num ambiente de veneração
Não há quem esboce ação
É tudo uma curiosa espera
No silêncio que impera

Hora indecisa de noção indefinida
A orquestra inteira preparada
Espera-se a hora momento
E ele está atento

As paredes parecem suar
Música corre em veias
O público já anseia
O primeiro som que vai toar

Uma mão se ergue lentamente
Checagem do corpo e mente
Num quê de demora
Chega o momento do agora

A batuta move-se no ar
Sobressalto de olhares
Afrouxamento de lugares
As notas irão soar


Um, dois, três! E inicia
Como catedral que se ilumina
Como sonho que voou
A música soou

Profunda e plena
Grave e serena
Tudo se reduziu à essência
E todos viraram poesia

Há uma explosão de cores e sons
Dezenas de bemóis e sustenidos tons
Que numa toada ardente
Conquistam a toda gente

Dele o olhar austero, vigilante
E ao mesmo tempo conquistante
Transmitindo vida e vibrações
Doma o descontrole das emoções

O final glorioso
Arranca aplausos e aplausos
Festividade antes merecida
E não apenas almejada

A vitória é completa
A batuta se aquieta
É ele o grande herói

Contendo a emoção que lhe dói

HTSR/004629111980

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