ADOLESCÊNCIA
À ti que não entendes.
À ti que não és humana.
Acaso te ofendes?
A dor de minh'alma emana!...
Óh mentalidade atroz!...
Símbolo da Inconpreensão!
De meu amor, veloz,
O desprezo toma a intenção
Por trás de grande doçura
Encobre-se o infando ser.
A carência de luz e ternura
O querer leva a perder!...
Em teu seio infecundo
Habita o infausto coração...
No fundo a alma sem noção
Do mundo, da cor e tudo!...
De graça cândida
À inépcia passaste!...
Em miasmas perdes-te!
Que triste vida!...
A afeição falaz
Te diverte frivolamente.
Não sentirás demente,
Teu fim mordaz!
Como fui amar-te?
Como fui gostar-te?
De cantar-te
A vergonha me parte!...
HTSR/002124081980
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