Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Eleonora

ADOLESCÊNCIA

À ti que não entendes.
À ti que não és humana.
Acaso te ofendes?
A dor de minh'alma emana!...

Óh mentalidade atroz!...
Símbolo da Inconpreensão!
De meu amor, veloz,
O desprezo toma a intenção

Por trás de grande doçura
Encobre-se o infando ser.
A carência de luz e ternura
O querer leva a perder!...

Em teu seio infecundo
Habita o infausto coração...
No fundo a alma sem noção

Do mundo, da cor e tudo!...

De graça cândida
À inépcia passaste!...
Em miasmas perdes-te!
Que triste vida!...

A afeição falaz
Te diverte frivolamente.
Não sentirás demente,
Teu fim mordaz!

Como fui amar-te?
Como fui gostar-te?
De cantar-te

A vergonha me parte!...

HTSR/002124081980

Nenhum comentário:

Postar um comentário