Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nascendo e Vivendo

ADOLESCÊNCIA

É primavera. A minha mocidade
Abre as asas douradas à alegria...
Que triunfante sol! Que jovialidade!
No peito, o coração dá bom dia!...

Sim... belo dia! Dia festivo!
Em êxtase às nuvens me elevo!
O grito, ainda inocente, de ser filho
Soa em meu coração, e de meus olhos

A primeira lágrima desliza
De tantas outras que ajuntar iria.
Da vida bela e vivaz
Fui eu conhecer o mundo falaz

Não maldigo o rigor do destino
Valhesse-me o atino
Choro da dor
De seu hediondo furor

Da ferocidade da existência
Do sofrer de sua carência
Só a leve esperança em toda a vida
Disfarça a pena de viver, mais nada

Mas existirá esperança?
Tem esta substância?
Cadê a esperança?
Será só essência?

O sonho da alegria
De que um dia viria
É uma hora feliz, aliada
Que não chega nunca em toda a vida

Não tenho esperança
Em minha consciência
Não a vejo

Portanto não a almejo

Da infância já passei
Matéria não achei
Do triste esperar
Estou no enfastioso cansar

Cadê a felicidade que supus?
Cadê a fé que nela pus?
Dos horizontes azuis
Agora emanam lastimosos uis

De meus belos horizontes
Fugiram-me todas as fontes
É tão pouco o que desejo
Que nem é desejo

Quando um amigo busquei
O mundo deserto achei
Óh, como chorei
Como chorei

Só tive contentaqmento
Quando ouvi a voz do vento
A estrela do meu destino
É tão sem tino

Eclodindo a razão da tristeza
Vejo nela beleza
Em nada há razão
É tudo tão vão

De viver tanto
Não sei se existo
Sei que vivo

Mas o que é isso?

HTSR/002617091980

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