Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Insensibilidade

ADOLESCÊNCIA

"Não espanta que eu fale em meu próprio sentido e que aqueles que agradam a si mesmos estejam na ilusão de serem dignos de louvor: assim, a mais bela criatura que existe é: para o cão, o cão; para o boi, o boi; para o asno, o asno e, para o porco o porco."
Epicarmo


Que os mais belos dons tenham
O menor número de admiradores
Só assim alcançarão
Seus devidos valores

Se a maior parte do mundo
Tem em conta o que não presta
A ele faço-me surdo
À mim também não presta

Conferindo glória ao mundo
Deprecio a mim mesmo
Não faço assim a esmo
Tal loucura, tal absurdo

Não é espanto de mim próprio
Falar, quando todo néscio
Encontra-se na ilusão da dor

Julgando-se digno de louvor

Quão poucos dias temos
Nesta existência
Sutil e fria
Que tanto almejamos

Vale a pena passá-la
Diante de patifes
Rastejando como vermes
Ou ao máximo gozá-la?

Um discurso brejeiro
Dorme nos ouvidos do tolo
Dele me esgueiro
Não quero vê-lo

Nada posso fazer
Está tudo visível
É simplesmente incrível

O não querer

HTSR/004430101980

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