Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Saudades de Ti

ADOLESCÊNCIA

Eleonora, menininha singela
Ajeita-se como Cinderela
Nos lábios sorrisos
E vida nos olhos belos

Leve, breve, suave
Como um canto de ave
És tão delicada
E tão amada

Em poesia és tida
Nos sonhos és contida
Em realidade és perdida

És livre e amada

Morena de olhos amantes
Tão cintilantes
Como penas de diamantes
Tão vivos, tão brilhantes

Fito-os agora com tristeza
Lembro-me de outrora
Quando não havia estranhezaa

E ias alegre por aí afora

Te vi externamente
Não te penetrei em mente
Tua alma não senti
Teu coração não ouvi

De primaveras és feita
Mas o inverno te rodeia
A vida em ti devaneia
Na graça em que és solta

Lembro-me com alegria
De quando para mim
Eras como o jasmim

De quando sempre te via

Sinto saudades dos momentos
Momentos que não possui
De ébrio que fiquei

Da monotonia passar aos faustos

HTSR/002821091980

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