ADOLESCÊNCIA
Eleonora, menininha singela
Ajeita-se como Cinderela
Nos lábios sorrisos
E vida nos olhos belos
Leve, breve, suave
Como um canto de ave
És tão delicada
E tão amada
Em poesia és tida
Nos sonhos és contida
Em realidade és perdida
És livre e amada
Morena de olhos amantes
Tão cintilantes
Como penas de diamantes
Tão vivos, tão brilhantes
Fito-os agora com tristeza
Lembro-me de outrora
Quando não havia estranhezaa
E ias alegre por aí afora
Te vi externamente
Não te penetrei em mente
Tua alma não senti
Teu coração não ouvi
De primaveras és feita
Mas o inverno te rodeia
A vida em ti devaneia
Na graça em que és solta
Lembro-me com alegria
De quando para mim
Eras como o jasmim
De quando sempre te via
Sinto saudades dos momentos
Momentos que não possui
De ébrio que fiquei
Da monotonia passar aos faustos
HTSR/002821091980
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