Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Amigos

ADOLESCÊNCIA

Amigo? O que é isso?
Ter um amigo?
Como falar disso
Se nem sei o que é amigo?

Inimigos? Sei que os tenho,
Mas... e amigos, terei?
Com eles nem sonho
Nunca os possuirei

Amizade é tão efêmera e fugidia
Que me lembra patologia
Facilmente nos infectamos
E dificilmente saramos

A minha volta todos possuem
Um afeto, um sorriso ou um abraço
Só para mim as vontades se diluem

E não possuo mesmo quando alcanço

Não me lamento
Antes, talvez, até regozige
Se não me iludo hoje
Amanhã não me enganarei tanto

Se muitos sofrem por ela
A mim é indiferente
Como que barco a vela
Ao sabor do vento forte

Amigos? Para os ter
Forçoso me era antes, usufruir
Aquele que eu estimasse sem ter
E lograsse nunca possuir

Só de pensar em buscar
Já me canso e entristeço
Para que os alcançar

Inexistindo o apreço?

HTSR/003711101980

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