Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sendo Alguém

ADOLESCÊNCIA

Se eu, ainda que ninguém,
Pudesse ter, sobre a face,
O clarão fugace
Que aquelas árvores tem...

Se eu, que não sou ninguém,
Pudesse ter o ser
E me enobrecer...
Mas não sou ninguém...

Tão bom ser alguém.
Tão bom ter vintém.
Sinônimo de posição?
Estranha sensação...

Que brisa fragrante
Me vem, neste instante,
Daquelas árvores
A balançar folhas suaves...

Tudo que faço ou medito
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito!

Fazendo, nada é verdade!

Por querer amar, encontrei dor.
Tirou-me da vida o vigor!
Por não ser alguém
Fiquei ainda mais ninguém!

Ah! Se não fosse ninguém!...
Teria da vida o amor!
O gostar daquele alguém
Que tem em si valor!

Se eu, ainda que ninguém,
Pudesse ter a alegria...
Aquela que não esfria...
Então, mais que ninguém,

Seria feliz,
Ainda que por um triz,
Ao menos para viver

Longe do sofrer...

HTSR/002415091980

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