Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sonho de Amor

ADOLESCÊNCIA

O som da cascata misturava-se
Ao do violino, suave e doce
Que de uma casa distante provinha
Dando forma a uma melodia

Tão pura e celestial
Tão sinfônica e aromal
Que impossível para mim seria
Descrevê-la nesta poesia

O coral dos pássaros
O borbulhar das águas
O vento das folhas
O estalido dos galhos

Junto ao som do clarim
Criam em mim
Um espírito
Tão sedento

Que deixo-me envolver
Pela auréa de místicos encantos
Que me cercam, para adormecer
Sobre a farta relva

Acalentado pela natureza
Eleito ao perfume do jasmim
Sonho com aquela que para mim

É como a vida

Vejo-a entre as flores caminhar
Cabeça ereta e audaz
A iluminar-lhe a tenaz
Está a beleza exemplar

A brisa suave e morna
Ao levantar-lhe a fímbria azul
Do vestido, envolve-a
Numa aúrea de formosura anil

Sua graça sem par
Suas formas celestiais
Tão bela a tornam
Quanto as maravilhas divinas

Graciosa, a sorrir, vejo-a deslizar
Sobre o verdejante tapete
Que molhado do lúbrico orvalho
Ainda se encontra

Vejo-a ainda meiga e suave
Chegar-se a mim
Em vivas flamas do olhar
E com seu ósculo ardente

Balbuciar-me doces palavras
Provindas de um cálido amor
Que brota de sua formosa alma
Dona de um puro e meigo coração


HTSR/000323031978

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