Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quero uma Poesia

ADOLESCÊNCIA

Escreve uma poesia pra mim
Metafísica ou real
Do bem ou mal
Mas escreve pra mim

Algo de ti me falta
Ainda que amar seja um receio
Disso não tomo nota
E almejo esse vago anseio

Há tanta coisa que sem existir
Existe tão demoradamente
E outras que só por existir

Vegetam tão sómente

Uma lembrança falsa e vâ
Não é mais que um engano
E disto não me ufano
É sem graça e sem manhã

Se isto te parecer um nada
Lembre-se que numa estrada
Como é a vida
Muita coisa é incompreendida

É tão pouco o que desejo
Mas é tudo o que me falta
Só isso me pseudo-basta:

O teu doce solfejo!

HTSR/003024091980

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