Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sonhos Finitos

ADOLESCÊNCIA

Eu tenho os gelos polares
Tenho as neves alpinas
E tenho as pérolas finas
Em sonhos alegres

Eu tenho as algas marinhas
Tenho as orquídeas melindrosas
Tenho as florestas grandiosas
Tão belas e portentosas

Eu tenho a melancolia
E tenho a alegria
Tenho os sons da praia
Nos meus sonhos de poesia

Tenho o amanhecer dos dias
E tenho a altivez dos maias
Tenho as tempestades revoltas
E tenho o domínio das feras

Tenho a vida que não há alhures
Tenho o brilho dos olhares
Tenho, ainda, cintilantes

Os mais belos diamantes

Eu tenho os meus horizontes
Rasgados, amplos e abertos
Tenho a extensão dos desertos
E o topo alvos dos montes

Tenho a alegria e a dor
E da vida o calor
Dos reis tenhos os castelos
E das flores os seus prados

Tenho tudo e não tenho nada
É tudo uma ambição
É tudo um nada
Uma feliz ilusão

Do nada que tenho
Nada ganho
Almejo o querer
Para não padecer

Tenho também o sofrer
E ele é bem real
Existindo como tal

Nunca o irei perder...

HTSR/0027 19091980

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