Quem sou eu

Uma entidade difícil de definir pelo formalismo lingüístico. Entretanto, enquanto sujeito, defendo a liberdade de crítica e pratico a crítica da liberdade. Conseqüência: caminhar sobre o "fio da navalha" buscando o equilíbrio entre a transgressão e a disciplina, entre o rigor e a suavidade; tendo como "sol", a iluminar-me e a apontar-me o horizonte, a emancipação conferida pela reflexão ética e como forma primeira de expressão: a poesia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sede de Vingança

ADOLESCÊNCIA

Cardos, espinhos e dor...
Eis tudo que vejo na vida,
Numa existência lúdrica,
Preenchida de fétido odor.

Humanidade infame!...
Que fado desumano!
Tentou a vida tragar-me,
Débil e ufano!...

Lançando-me a pobreza,
Mísera tristeza
Ao meu coração varou!
Oh, que infeliz que sou...

Lágrimas, suor e sangue
Perseguem a mim já exangue
E num macabro culto,
Procuram levar-me ao túmulo...

A morte... fúnebre serpente!
Que torvo olhar! Que gesto de demente!
Que buscas coisa impudente,

Demônio faminto, pelo mundo errante?

Pensas que com minha vida,
Poderás servi-la de comida,
À alma imbecil,
Dos que habitam este mundo hostil?

Torpes e imundos que são,
De profundas chagas proveram-me o coração,
Atirando-me a masmorra do inferno,
Onde sofro delírio eterno...

Não maldigo o rigor da iníqua sorte,
Por mais feroz que seja e sem piedade,
Arrancando-me a vida e a felicidade
Quando a rondar-me está a morte...

Porém a dor, que me excrucia e me maltrata,
A dor cruel que o ânimo deplora
É ver de pé lívidos canalhas

A rir-se de minhas migalhas!...

HTSR/000717061978

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